quinta-feira, 15 de abril de 2010



E não é que esse som me agrada?!

GALANG é style, assim como a M.I.A. Personalidade forte da moça!
Qualquer semelhança com FUNK carioca não é mera coincidência...



terça-feira, 13 de abril de 2010

Olhos de Ressaca

"(...) Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.(...)"


Machado de Assis, como Bentinho, descrevendo os olhos de Capitu. O diretor Luis Fernando acertou na música que deixou a micro-obra na Globo ainda mais poética.

E eu tenho ouvido bastante... me acalma e me traz pensamentos muito bons!

Pra você, que tem os olhos tão lindos quanto os dela! :]


terça-feira, 6 de abril de 2010

Às Avessas

Seguir padrões nunca foi o forte dela. Ficava completamente irritada quando diziam que ela tinha que vestir rosa porque era menina ou quando tinha que trocar os talheres de mão pra levar a comida à boca. Ela nasceu destra, caramba!

Ficava possessa quando não tinha outra opção a não ser ouvir a musiquinha da moda que tocava 40 vezes por dia na rádio; morria de raiva quando não podia transar no primeiro encontro por ser uma moça de família.

Seu bicho preferido sempre foi a ovelha negra. Identificava-se com ela e adorava “assumir e sumir”. Carregava esse título com orgulho. Ser do contra era seu objetivo e assim, passava seus dias enfrentando todos os conceitos impostos pela sociedade. Quanta obstinação tinha essa menina.

Um dia, cansada de críticas e de tudo, resolveu aceitar. Concordou com os pedidos da mãe, com as ideias que pareciam sem sentido do pai, com a opinião careta das amigas. Naquele dia vestiu rosa. Uma blusinha simples, sem muito charme, mas ainda assim, rosa. E não é que se sentiu bem com isso? Conseguiu ver a graça em ser feminina e arriscou até a pintar as unhas. De rosa. Animou-se com a novidade: vê-las em sua mão esquerda que segurava o garfo. Estou parecendo uma lady, pensou. Viu-se, de repente, fazendo parte de um mundo que, do antigo lado que estava, parecia bem opaco.

Os dias foram passando e ela foi descobrindo as coisas de maneira diferente. A música que impregnava no rádio a fazia, agora, mexer os quadris. Com o movimento, um leve sorriso escapava do canto da boca: ela estava dançando. E adorando. Foi percebendo que a ovelha negra não era mais negra. Ao mesmo tempo, notou que não tinha deixado de ser ela mesma. Só estava um pouco mudada. Melhorada.

Enquanto rebolava, atentou-se que ser do contra não era diferente de seguir um padrão. Às avessas.




JUST DO IT - Copacabana Club




Fogo no radicalismo!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

I Give a Damn. Do You?



Campanha nos Estados Unidos pró Igualdade de direitos para os Homossexuais.


Fooooooooooogo na hipocrisia!