sexta-feira, 29 de abril de 2011

All of me

aperte o play e boa leitura!



Era um carnaval de rua, há poucos anos atrás.
Na esplanada do teatro, uma pequena multidão divertia-se ao som de marchinhas.
Tirou o tapa-olho para ver se estava vendo direito. Estava.
Um sorriso lindo, boca vermelha de batom, um vestidinho tomara-que-caia que deixava os cabelos do peito à mostra.
Um pirata e uma “piranha” não são exatamente um casal comum.
Mesmo assim, não deixavam de se olhar.
O menino, de piranha, tinha escrito à canetinha no braço esquerdo: “Mas é carnaval...” e era exatamente isso que passava pelos pensamentos do pirata.
Como quem segue as estrelas, o garanhão dos mares procurava, além do menino de vestido, o ambulante com cerveja. E o caminho até ele passava exatamente pelo garoto transvestido.
Quando o pirata aproximou-se, ouviu um “pra onde será que vai esse pirata?”
Daí pra frente, os caminhos eram próximos, as risadas eram mútuas e os beijos, trocados escondidos atrás de muros e carros pela rua.
O carnaval passou.
Em feriados, finais de semana e alguns momentos sem combinação, eles se encontravam.
Como amigos.
Um dia, sem fantasia, os dois estavam entre amigos (agora comuns) e a vontade do moço era pegar o menino pelos braços e dançar no meio da sala, sentir seu cheiro e a respiração bem perto.
A noite foi se alongando, as pessoas se embriagando e os dois, ainda distantes, davam a dica de que seria assim a madrugada toda.
E foi o que aconteceu.
Os olhares só se olharam e as bocas só se falaram. Não houve beijo nem de borboleta.
Mas, felizmente, por alguns minutos, a distância não existiu.
O menino apertou o play no rádio, aproximou-se do moço e estendeu a mão.
- Dança essa comigo?
Sem jeito, o moço assentiu e embalou-se ao som de “All of me”, como se aquela fosse a última música que dançaria em sua vida. Dançou no meio da sala, sentiu o cheiro e a respiração bem perto.

Aquele dia percebeu que existem pessoas que nunca vão passar despercebidas em sua vida.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Foto



to tão topetudo q até posto foto minha!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Losing game

Respondendo a uma pergunta do Foxx hoje pelo face, Amy veio direto na minha cabeça.



Love Is A Losing Game

For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game

Why do I wish I never played
Oh, what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game

Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand

Self professed... profound
Till the chips were down
...know you're a gambling man
Love is a losing hand

Though I'm rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned

Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game


Dessa vez, com uma simples pergunta, ficaram claras todas as respostas que eu procurava.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Queercore

É... é isto mesmo: Queercore!
Já tinha visto a banda por aí, em alguns videos perdidos pela net.
Como sempre o Bruno do Frikadica me faz sorrir ao ouvir pérolas como estas, e hoje, me fez ouvir e sorrir o dia todo!!
Irreverente, inusitado e de qualidade, o Hunx and his Punx vale o post!






"It hurts me boy, to say goodbye, but you dont like rock & roll!"
:D

terça-feira, 19 de abril de 2011

Helicóptero

E eu voei.
Sem porta, com uma máquina na mão por cima de toda a etapa da StockCar, domingo, aqui em Ribeirão, tirando fotos!

Foi bom demais!















Quero mais!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Incapazes

Fomos incapazes.
Você, de ser sincero.
Eu de raciocinar.
Você, incapaz de se doar.
Eu de não perceber a tempo.
Você, incapaz de se comunicar.
Eu, de ler nas entrelinhas.
Você, incapaz de fazer amor.
Eu, incapaz de não tentar ajudá-lo.
Você, incapaz de ser estável.
Eu, de ter percebido a tempo.
Você incapaz de respeitar sentimentos.
Eu, de me preservar.
Você, incapaz de pensar nas consequências.
Eu, de manter meus pés no chão.
Você, de evitar planos e promessas.
Eu, de enxergar que isso tudo era balela.
Você, incapaz de agir como homem.
Eu, incapaz de não ver que tudo isso era história pra criança.

Hoje, sou incapaz de sorrir. Mas acredite: vou sorrir amanhã!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

No drama

Às vezes a gente vive um sonho.
Às vezes a gente cai da cama.


Tá, sem drama.
Mas que é verdade, é!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Passos de formiga

Sabe o que é fazer um roteiro de 6 páginas?
Alterá-lo, outra vez e de novo e de novo?
E a quarta versão, de paixão virar raiva?
Pra no final ouvir: Eu não quero e ponto!

Foi o que aconteceu comigo estes dias. Algumas vezes.
Estou a passos de formiga e sem vontade!
#ossosdooficio


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Yes. We can!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BF

Sei que já falei dele aqui.
Mas é minha paixão platônica. Não canso!




Bom final de semana!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais do mesmo

Tudo bem. Depois deste post posso estar assinando minha carta suicida pra vocês, mas eu não consigo não falar sobre isso.
Já digo que não sou expert no assunto, muito menos crítico musical e menos ainda sei cantar alguma coisa.

Fui criado em um ambiente cultural bacana. Minha mãe, tempos atrás, era professora de artesanato no SESC e quando eu a acompanhava, sempre via as montagens de shows e espetáculos por lá. Meu pai, por sua vez, é formado em letras e direito, foi ator de teatro por muitos anos(abandonou a carreira pra ganhar dinheiro) e quando eu nasci, cantava BeeGees pra me ninar. Minha irmã ouvia Doors, Bowie e Smiths desde que me conheço por gente. Meu primeiro CD foi Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles e várias vezes fui dormir ouvindo música (italiana, espanhola, brasileira, americana, inglesa...) nas rodas de violão que sempre embalaram minha casa.
Adolescente, o Paraná acabou de me abrir as portas da música: Rock, Folk, Pop, Brasileiras, Tropicália, Jazz, bandas de garagem, etc, etc, etc...

Música pra mim tem que arrepiar, emocionar, contar uma história. Melodias são ricas quando têm uma construção, originalidade e viradas extraordinárias. Cantores de verdade têm que ter voz, potência e carisma, cantar com as cordas vocais e com o coração.

Por isso, andando por aí por blogs (juro, está em 70% deles, o principal motivo de fazer este post!) e youtube vejo um movimento pró "pseudo-divas" que usam pouca roupa, auto-tune, play back, gemidos, roupas feitas de carne, tintura no cabelo e produtores que não fazem nada mais do que samplear e copiar trechos de músicas que um dia foram criadas por alguém de verdadeiro talento e penso: será que esse povo conhece música de verdade?

Não consigo nem gostar e nem dar o respeito e a atenção que estas "cantoras" recebem de bilhões de fãs pelo mundo. Não consigo admirar, nem me descabelar, nem chorar de emoção quando ouço Slave 4U, nem pensar que é a melhor música de todos os tempos.
Pra mim aquilo não passa de um umbigo se mexendo e uma língua loira e presa, que não para dentro da boca.
Nã consigo achar bacana outra loira nariguda dançando de calcinha e sutiã e chinelinho uma coreografiazinha de paquita. Não! Definitivamente não consigo!

Podem dizer que estas tais músicas são só pra dançar na boate, bater o cabelo e blá, blá, blá. Isso Madonna já fazia lá nos anos 80, com talento indiscutível. Pra mim é mais do mesmo. Sem talento, sem originalidade nata (só fabricada e forçada). E tem sido assim faz tempo!

O que eu vejo são ídolos montados, loiras oxigenadas, vozes distorcidas e milhões de pessoas que não conhecem outra coisa, correndo atrás disso tudo. E não me venha falar que isso é culpa da mídia e das programações iguais de todas as rádios do Brasil. Estamos na era da informação. Ela é de graça e rápida para quem quiser!

Podem me chamar de radical, de chato, seja lá o que for... mas se o assunto for o clipe novo daquela loira toda coberta de óleo, rebolando, com os peitos ocupando metade da tela e gemendo como uma 'verdadeira moça de família', não precisam me chamar na conversa!

Não acho que eu tenha o gosto musical mais apurado do mundo.
Não mesmo! Mas sei diferenciar música boa de alguma outra coisa que te faça balançar.
Gosto não se discute? Ok.
Mas que existem 'gostos piores' e 'gostos melhores' por aí, ah existem!

#prontofalei

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Beijo

O beijo revela. Sabores e segredos.
Entrega. Sentimentos e personalidades.
Oferece. Quentura e umidade.
Mata. Vontade e saudade.


Não deixe de ver, beijos para todos os gostos:

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Não quero!

Não quero lamento, só sorriso.
Não quero chateação, só me sentir seguro.
Não quero lhe falar do que aprendi até aqui. Quero fazer os erros serem outros e poucos.
Não me venha com desculpas ou arrependimentos. Quero que os evite!
Não me mostre aquelas velhas histórias. Quero outras, positivas!
Não me fale de incerteza. Quero é pisar em terra firme.